As startups estão em plena ascensão no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Startups. Entre os anos de 2015 a 2019, o número dessas empresas triplicou, com uma média de 26,75% novas startups ao ano.
Com isso, cada vez mais empresários e empreendedores buscam abrir esse tipo de empresa e se inserirem no mercado. Entretanto, as startups se caracterizam por serem um modelo de negócios com crescimento exponencial.
Além disso, elas também buscam angariar investimentos para financiar sua atuação. Dessa forma, é preciso ter credibilidade e profissionalismo no cumprimento de uma série de obrigações, sendo os encargos tributários um dos principais.
Para a sua empresa estar sempre em dia com suas obrigações e tenha uma atuação segura no mercado, é preciso que você conheça mais sobre como funciona a tributação para startups.
Por isso, venha conosco neste texto e aprenda mais sobre a carga de impostos que podem incidir no seu negócio!
Tributação para Startups: qual a melhor?
Para entender como funciona a tributação para startups, é preciso conhecer quais são os regimes tributários existentes no Brasil.
Os regimes tributários influenciam diretamente nos impostos da empresa. Eles são os sistemas responsáveis por definir como será o processo de tributação, sendo responsáveis por definir quais impostos recaem sobre o negócio, a forma de recolhimento, a base de cálculo, os prazos do recolhimento, dentre outros pontos importantes.
Sendo assim, a escolha do regime tributário é imprescindível para a gestão financeira da empresa. E nenhum empresário deseja ter problemas financeiros, correto?
Hoje no Brasil, as empresas devem optar por três dos regimes vigentes:
- Simples Nacional;
- Lucro Real;
- Lucro Presumido.
É possível afirmar que o Simples Nacional é a melhor opção para startups, ao trazer diversas facilidades para empresários e gestores. Esse regime é voltado para as micro e pequenas empresas, permitindo o faturamento máximo de até R$4,8 milhões anualmente.
Sua maior vantagem é que todos os tributos da empresa são pagos por meio de uma guia única, com alíquotas vantajosas.
Agora que você, empresário, sabe qual o melhor regime de tributação para startups, saiba que na hora de escolher, contar com o suporte de uma contabilidade especializada é fundamental. O profissional contábil tem o conhecimento necessário para fazer os estudos necessários para te ajudar em uma escolha assertiva.
Como funciona a tributação para startups?
Neste ponto do artigo, você pode estar se perguntando: afinal, como funciona a tributação para startups? Não se preocupe! Neste tópico, você entenderá quais são os principais impostos dessas empresas.
De maneira geral, existem alguns impostos compulsórios que irão onerar a sua empresa independente de seu campo de atuação, sendo eles:
- Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
- Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL);
- Programa de Integração Social (PIS);
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
- Programa de Integração Social (PIS).
Além disso, existem outros impostos que oneram apenas alguns nichos específicos, sendo alguns deles:
- Imposto Sobre Importação (II);
- Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Imposto Sobre Serviços (ISS).
Vale relembrar que as alíquotas de cada um desses impostos serão definidos a partir dos regimes tributários.
Como vimos, regimes tributários são os sistemas da legislação responsáveis por definir como acontece o recolhimento de impostos, as suas alíquotas, seus prazos. Veja a seguir como a sua startup pode ser tributada.
Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime voltado para micros e pequenas empresas, cujo foco é desburocratizar a tributação da empresa.
Por isso, ele recolhe todos os tributos (federais, municipais e estaduais), em uma única guia de pagamento, e também com alíquotas vantajosas, facilitando a vida do empreendedor.
Além disso, para se enquadrar nesse regime, a receita bruta do regime pode chegar até R$4,8 milhões, dentre outros critérios listados na Lei Complementar n.º 123.
Lucro Real
O Lucro Real é um regime mais complexo, e por essa razão, ele faz o cálculo de dois impostos (IRPJ e CSLL). Além disso, sua base de cálculo é feita a partir do lucro do negócio.
Ou seja, nele a empresa paga impostos apenas sobre o que ela ganhou, ficando isenta de taxação caso tenha prejuízo.
Entretanto, isso faz com que seja necessário um controle contábil preciso, para a apuração do lucro. Vale ressaltar que esse regime é feito para empresas que têm faturamento acima de R$78 milhões, Sociedades Anônimas e instituições financeiras.
Lucro Presumido
O Lucro Presumido se assemelha ao Lucro Real, porém, possui apuração mais simples, visto que ele se utiliza de uma estimativa de lucro para apurar o IRPJ e o CSLL.
Essa presunção de lucro varia conforme a categoria da empresa, sendo de 8% a 32%.
Agora, sabendo como funciona a tributação para startups, contar com o suporte especializado torna muito mais fácil as atividades do empresário, sendo sinônimo de sucesso. Afinal, ele terá um controle financeiro de confiança, e terá a tranquilidade necessária para uma atuação de destaque no mercado.
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